Anarquia na Segurança Pública em São Paulo

Written on outubro 16, 2008 – 10:28 pm | by admin |
Vitrine TecnoBlog  

Artigo em solidariedade ao movimento grevista da Polícia Civil de São Paulo, do VeleiroVirtual.

Anarquia é ausência de governo e mesmo de atividade parlamentar; que os agentes políticos devem atuar diretamente em busca de manter e ampliar todas as formas de participação nos aspectos decisórios da sociedade em que vivem.

Como imaginar um Estado da Federação onde impera o medo, o crime, a decadência das instituições, todas elas, sem excessão.
Onde está a culpa? Porque sim, há evidentemente um culpado.
Comecemos pelo Poder Judiciário que, totalmente desestruturado, simplesmente não julga mais seus processos.
Imagine um Ministério Público que tem em seus quadros Promotores armados que executam sumariamente aqueles que deveriam simplesmente acusar.
Do Poder Legislativo nem é necessário falar, basta dizer que aqui estão os políticos.
Destas três instituições temos que fazer a seguinte ressalva: ganham salários de Primeiro Mundo transformando seus membros em seres etéreos sustentados a custa de dinheiro público, a ponto de não mais pertencerem à sociedade que deveriam cuidar. Promotores, Juízes e Políticos não se enxergam mais como povo.
Na base desta pirâmide feudal estão “os exércitos especializados” responsáveis pelo enfrentamento direto das tensões sociais. Porque perceba, qual a face do Estado mais presente, qual é o braço do Estado que chega primeiro quando o tecido social se deteriora? Quem vai te ajudar quando você estiver em perigo? O juiz? O promotor? O deputado?

Na base desta pirâmide, junto com o povo, estão os policiais, civis e militares. Separados pelas atribuições constitucionais, uma separação dialética, já que pode-se compartimentar a forma, mas nunca a natureza do trabalho policial, ou seja: são dois corpos unidos por uma única mente. E não podemos esquecer também dos professores, pois se o tecido social se deteriora, é porque não houve antes um professor para trazer as relações sociais a padrões mínimos de humanidade.
Aqui está uma sociedade que não funciona. É neste contexto que surgem as organizações criminosas. Sobrepujando o braço do estado inexistente.

Como imaginar que os três maiores Estados da Federação – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, os mais ricos, os mais populosos, os mais violentos, onde a sociedade está mais ameaçada; Como imaginar que nestes três Estados, os salários dos policiais sejam os mais baixos, os mais miseráveis, os mais indignos. É como se interessasse aos governos, ter Polícias enfraquecidas frente ao crime, o que nos retorna a um quadro de conivência com o crime!

De quem é a culpa? A quem está a atribuição de gerir esta sociedade? Quem determina as políticas públicas? Quem controla todas estas instituições?

Os Governos dos Estados, e principalmente do Estado de São Paulo, através do Governador José Serra está demonstrando um completo despreparo para gerenciar as instituições públicas. Falta pulso ao governador. Além das várias situações que a imprensa trás ao conhecimento público, salta aos olhos os dois últimos eventos ocorridos em São Paulo, a saber:

1. Numa situação de cárcere privado (sequestro) onde Policiais Militares entregam uma menor de idade, ainda há pouco refém, é entregue de novo à mãos de um sequestrador (Caso Lindemberg X Eloá).
2. Duas forças policiais se confrontando em plena praça pública. Polícia Civil e Polícia Militar entram em guerra, uma verdadeira batalha campal, onde a origem está no estrangulamento salarial em que ambas as polícias são impostas.

Este editorial entende as duas forças policiais não tem culpa da situação a que foram expostas, cabendo toda a responsabilidade ao chefe do executivo, que vira as costas para a negociação e coloca as duas forças irmãs em confronto direto, as Policias Civil e Militar.

Quem vai governar São Paulo? O PCC? A culpa é sua, José Serra. Os bandidos de São Paulo agradecem.

Via VeleiroVirtual.com

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  2. out 19, 2008: Fotos e orkut de Eloá | Universo da Net

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